PRÉMIO EGAS MONIZ EM NEURORRADIOLOGIA 2015

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Manzini refere-se ao sonho, como “uma criação autónoma e subjetiva da própria mente”.

Hoje, entre o sonho subjetivo e a realidade objetiva, experienciam-se outros ambientes. Ambientes simulados, virtuais, potenciados por uma tecnologia que contrasta com as vivências da realidade física.
Esta escultura é concebida numa abordagem que dilui as fronteiras tradicionais e integra os benefícios dos “modos digital e manual”. Tudo surge num fluxo multidirecional entre um estado predominantemente virtual e predominantemente físico.
A figura está presente e descreve uma semelhança. Representa o homem, o médico, o amante das artes, representa a serenidade. Projeta-se numa linha vertical de ascensão e faz a ligação à terra através dum elemento natural.

A Neurorradiologia espelhada na primeira angiografia é gravada na matéria translúcida e revela o cérebro, fazendo lembrar as imagens latentes de outros tempos e o principio analógico do negativo/positivo.
O conjunto nomeia os homens de referência, aqueles que pelas suas criações e sentido inventivo modificaram o rumo da História. Concentra os momentos experienciados naquele lugar, no Museu. Carrega ciência, saber e simplicidade. Carrega emoções.

Albano Martins 2015